Satsuki and Mei’s house

Totoro houseNavegando na internet e procurando referências para o post sobre o filme Totoro eu encontrei uma coisa tão mágica quanto o filme. Se você leu o post e assistiu o filme, com certeza você vai adorar o que eu encontrei na internet e trouxe para contar aqui no blog.

Assiste o vídeo, então a gente conversa.

No blog Martin Hsu Illustration encontrei a visita que Martin Hsu fez na “Satsuki and Mei’s house” e descobri que ela fica no parque Aichi Commemorative, em Nagakute, Japão.

Descobri também que a casa foi construída após o filme, ou seja o filme inspirou a casa e não a casa que inspirou o filme.

A casa é uma produção da Ghibli, produtora do filme Tonari no Totoro. Ela foi projetada Goro Miyazaki e construída por uma equipe de artesãos especializados neste tipo de construção.

Incrível, não é?

Abraços de uma futura visitante da “Satsuki and Mei’s house”,
fbianquini.

Pela Cidade: Giro Cultural

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Esse post era para ter saído no começo do ano, quando participei do Giro Cultural USP, mas o tempo passou, o post não saiu e eu fiquei esperando o momento de postar.

O GIRO CULTURAL USP é um programa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo criado em junho de 2012 com o objetivo de estimular a divulgação da grande riqueza do patrimônio arquitetônico, artístico e cultural – material e imaterial – da USP. A iniciativa visa também proporcionar uma articulação entre ciência, cultura, artes e tecnologia, transformando a Universidade de São Paulo em um notório espaço de cultura, arte e conhecimento.
Disponível em: http://www.prceu.usp.br/programas/girocultural/sobregiro.php

Além dos roteiros para a comunidade uspiana, há aqueles que são abertos para o público em geral, pessoas como eu que não estudam na USP. O roteiro com a temática “A USP e a São Paulo Modernista”, o que participei, está com as inscrições abertas.

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Recebi um e-mail na última semana com as informações de que há ainda vagas disponíveis para os dias 17/08, 24/08, 31/08, 14/09, 21/09 e 28/09. As inscrições são feitas gratuitamente pelo seguinte e-mail girocultural@sinteseeventos.com.br . Além das inscrições serem gratuitas, todo o passeio é gratuito. No almoço, também são oferecidos lanches sem custo nenhum.

O passeio destaca a presença da USP em São Paulo e aponta aspectos históricos, culturais e arquitetônicos do modernismo na cidade. O acesso é gratuito e às saídas acontecem sempre aos sábados, das 10h às 14h, com saída e chegada na estação Alto do Ipiranga do Metrô, parando antes, na volta, na estação Ana Rosa.
Vide e-mail.

Participar do Giro Cultural USP é uma maneira de conhecer um pouco do patrimônio histórico e cultural da USP que também são considerados como pontos turísticos da terra da garoa. O trajeto é percorrido por ônibus acompanhado com uma guia turística. É um tipo de passeio pouco comum no Brasil, mas bem difundido no exterior.

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Um dos pontos de parada é o Museu Paulista, popularmente chamado de Museu do Ipiranga. No dia que fui, nós não entramos no prédio, mas passeamos pelos jardins acompanhados pelos mediadores e guia turístico que nos ofereceram um olhar distinto sobre a implantação do modernismo na cidade.

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A última parada é o Museu de Arte Contemporânea da USP que fica no Parque Ibirapuera, diferente de como foi no Museu Paulista lá nós entramos para ver as exposições.  E por lá eu fiquei, me despedi de todo o pessoal do Giro e fui passear pelo Ibirapuera.

Abraços culturais, fbianquini.

Animações: Tonari no Totoro

Depois de tanto tempo sem postar, decidi fazer um post sobre algo que gosto muito: animações. Talvez mais pra frente isso vire uma nova categoria aqui no blog, mas por enquanto é só uma postagem.

Desde pequena um dos meus filmes favoritos é “Tonari no Totoro“, em português “Meu Amigo Totoro”. Esse filme é uma animação de 1998 de Hayo Miyazaki da Ghibli.

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Totoro foi um grande amigo de infância, foi um VHS (filme de fita cassete) que ganhei do meu avô quando eu devia ter cinco anos de idade.

Em poucas palavras, o filme conta a história das irmãs Mei e Satsuki que mudam-se de casa com seu pai Sr. Kusakabe para ficarem mais próximos da mãe Sra. Kusakabe que está hospitalizada.

Na nova casa Mei e Satsuki vivem o real e o imaginário. As irmãs lidam com a distância da mãe por meio do imaginário, aquilo que no real seria muito doloroso. Totoro, o espírito protetor da floresta, é um grande amigo das meninas que ajudam-nas a enfrentar o que está acontecendo.

Tonari no Totoro é um filme muito difícil de encontrar. É difícil encontrar disponível em alguma locadora e também é difícil encontrar para baixar na internet. Mais difícil do que essas duas opções é encontrá-lo à venda, é quase como querer encontrar Totoro na floresta (referência ao filme).

Eu procurei por anos o DVD do filme e num dia completamente aleatório acabei encontrando. Não sei nem como indicar a compra, pois comprei em uma barraquinha de vendas em um congresso em 2012.

Espero que quem já conhece o filme tenha revivido doces momentos ao ler o post e aqueles que ainda não o conhecem tenham ficado morrendo de vontade de assistir.

Se você não encontrar esse filme em lugar nenhum, por favor, entre em contato, mas não fique sem assistir (:

Abraços e pipocas de infância,
fbianquini.

Eu e a fotografia

ImagemSe tem uma coisa que eu gosto de fazer é fotografar. Se tem uma coisa que gosto de fotografar é a cidade.

Criei um álbum no Flickr só com fotos nada convencionais de cidades. Pretendo rechear com fotos de várias cidades que visito. Ainda não tenho um projeto com relação a isso, mas pode ser que um dia essa brincadeira de fotografar cidade vire coisa séria.

Abraços fotogênicos, fbianquini.

O Nobre pronto para a batalha

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Allonzo, o Nobre pronto para a batalha. Já fazia alguns meses que eu queria um peixinho e há uma semana finalmente o Allonzo veio para casa. Ele é um peixe Betta splendens, também conhecido como peixe de briga, isso por causa da sua agressividade com peixes da mesma espécie, não importa se for macho ou fêmea, os Bettas brigam até a morte e normalmente acabam morrendo todos.

Adquiri o Allonzo na Mascote & Aquarium, assim como o seu aquário, também chamado de betário, as pedrinhas para decorar o aquário, a ração e os produtos para cuidar dele. Lá eles me explicaram tudo certinho como cuidar do meu peixinho, desde como alimentá-lo e fazer a limpeza do aquário, ontem fiz a primeira limpeza e deu tudo certo. Depois eu conto certinho como cuidar de um Betta.

Para quem for de Jundiaí, a Mascote & Aquarium mega store fica na Rua do Retiro, 617 – Anhangabaú, o telefone é (11) 4521 3955 e o e-mail para contato contato@mascoteaquarium.com.br. Lá eles trabalham com vários tipos de peixes, aproveita e dá uma olhadinha no site http://www.mascoteaquarium.com.br/ e podem ficar tranquilos pois a loja é certificada pelo IBAMA.

Quando tive certeza que ia comprar o peixinho, procurei um lugar especializado e encontrei o que já dei as indicações a cima, então fui até lá para ver o valor do peixe, como era o cuidado e quais os peixes que eles tinham. Naquele dia acabei não comprando, pois depois dali eu iria ao cinema. Passei a noite pensando no peixinho azul que tinha me chamado a atenção e no dia seguinte eu sabia que tinha que voltar lá e que tinha que ser ele.

No dia seguinte, meu namorado me levou para buscar o Allonzo, que até então não tinha nome. Foi muito difícil decidir um nome para ele, a primeira sugestão veio do meu namorado e era “Osvaldo”, claro que eu não gostei do nome, mas achei engraçado e caso não encontrasse outra opção seria Osvaldo mesmo. Passei o dia pensando em um nome, queria algo que fosse divertido e ficaria muito feliz se fosse o nome de um personagem. Mais a noite enquanto procurava nomes de peixe na internet, tive uma ideia.

Gosto muito da série britânica de ficção científica Doctor Who e a partir dela veio a inspiração. Em homenagem ao décimo doutor, interpretado por David Tennant que conheceu Alonso e que sempre usou uma palavra de muito poder, que segundo o Doctor significa algo como “Vamos lá”, misturei um pouco e allons-y!

Não consigo olhar para o aquário do Aquário do Allonzo e não pensar em um grande sushi e por isso ele foi nomeado de Sushiroom. A escolha da cor das pedrinhas do aquário, não foi para que ficasse semelhante a um sushi, foi a que mais ressaltou a cor do Allonzo.

Ainda estou conhecendo o Allonzo, acho engraçado que quando entro no meu quarto e pronuncio o nome dele ele fica todo agitado, assim como quando eu me aproximo com a ração. Seremos bons amigos!

Allons-y!
fbianquini.

Ah… como você vai fazer falta ♥

Meu Amigo, como sinto sua falta. Faz apenas um dia que você se foi, o vazio parece enorme, estou melhorando a cada dia. Lembro de você quando ainda não conversávamos, você de um lado da rua e eu do outro, não tínhamos coragem de nós encararmos, pois sabíamos que seríamos amigos, bons amigos. A gente já tinha vários amigos em comum e você já tentava se aproximar de mim, mas você me deixava com medo.

Lembro-me bem do dia que você chegou, chovia. Morávamos ainda na outra casa, lá era grande, tinha bastante espaço para você, mesmo assim achávamos que você não ficaria lá, seu estilo era mais aventureiro. Meu pai convidou você a passar uma noite, ofereceu uma cama e jantar, naquele dia tinha strogonoff.

Eu pensava que quando eu acordasse você já teria partido, principalmente pela chuva já ter cessado. Quando amanheceu, fui até seu quarto abri a porta e te observei dormir, ainda não havia partido, confesso ter ficado muito feliz com isso, pensei que pudéssemos ser amigos a partir daquele momento. Caminhei até você e fiz um cafuné, você abriu os olhos e me olhou, tive medo medo, mas você sorriu a sua maneira. Então você ficou, com o tempo até disseram que você poderia pegar suas coisas e mudar para um quarto melhor.

Nossas brincadeiras eram estranhadas pelos outros, mas a gente se divertia, disso tenho certeza. Lembro o quanto você gostava do gramado, às vezes lá escondia seus tesouros. Houve um tesouro que cuidava com tanto apreço que escondeu tão bem, que permaneceu escondido por um ano e quando encontramos você o destruiu. Também lembro de um tesouro mal cheiroso, você deve saber qual estou falando.

Então houve dias que você saiu sem dar notícias e passou noites fora, fiquei te esperando, você poderia ter avisado que dormiria fora. Sei que você estava interessado nela, mas não sei se seus planos deram certo, você acabou voltando com um rasgo na orelha, nada muito sério, mas me preocupou.Às vezes você aprontava, não é mesmo? Mas no fim uma bronca e boas risadas resolviam tudo.

Você se lembra quando foi herói e encontrou um fugitivo? Eu sabia já que você fazia o tipo aventureiro, mas não sabia o quanto era corajoso. Nos chamou quando viu que alguém tentava usar nossa casa de passagem para levar o que tinha pegado na casa do vizinho. E naquele dia você salvou o dia e a conta bancária do vizinho. Merecia uma medalha de ouro, mas você já tinha uma de prata.

Nossa primeira viagem, não sabíamos se você ficaria bem, te ofereceram até um calmante e você aceitou. Você ficou estranho e nada bem. Depois descobrimos que você gostava muito de viajar principalmente de primeira classe com direito a uma bela vista da janela.

Em uma das viagens aconteceu algo que no momento não achávamos que existiriam consequências, mas nos seus últimos dias, foi algo que te complicou bastante. Foi quando você quis se exibir, na tentativa de conquistar a Nina saltou do alto de uma montanha e torceu o pé.

Quando você conheceu o rio e temeu as ondinhas, depois gostou demais, embora não gostasse se me molhar muito. Queria entender porque nunca molhava da “cintura pra cima”.

Mudamos de casa e você foi primeiro, você ficou um tempo lá e teve que conviver com um mala, nem lembro do nome dele e nem quero lembrar do que ele fez com você. Eu te via um vez por dia, sempre depois da escola, minha vontade era a de ficar com você, mas não tinha onde colocar minha cama. Logo todos nós estávamos com você, fiquei muito feliz.

E o que veio depois, acho que foi quando você foi mais importante pra mim. As tardes que chegava da escola e nós dormíamos juntos, até ficarmos a sós e eu chorar. Foi um tempo difícil e quase ninguém sabe o que aconteceu, só você que sempre estave lá para me confortar. Acho que sem você eu não teria aguentado.

Sempre amei sua expressão de interrogação, quando virava um pouco o rosto e nos olhava fundo. Sua cara de feliz quando me encontrava e sua mão tentando me alcançar sempre me encantaram. Mas eu gostava mesmo quando se aproximava, se sentava ao meu lado e me olhava por um momento, naquele momento eu sabia que ficaria tudo bem.

Na nova casa você já não aprontava muito, não sei se era pela falta de espaço ou porque você já estava um adulto. Mesmo assim nós brincávamos e rolávamos no chão juntos.

Os dias se passaram e você teve o primeiro grande problema, o câncer. O dia da sua cirurgia, fiquei tão preocupada e pedindo aos céus para você ficar bem. Lembro quando você voltou o quanto estava assustudo e não conseguia ficar só, eu fiquei lá com você, estive com você até você ficar bom e aguentar os remédios e o acessório que você odiava, realmente não combinava com você.

Então quando pensávamos estar tudo bem, outro câncer e outra cirurgia, mas você ficou bem, bem rápido. Só que por pouco tempo. A sua perna que lá atrás você tinha um pequeno problema, já não permitia que você andasse muito bem, você caiu várias vezes e acabou com problemas na coluna.

O que vem depois é recente e ainda muito dolorido pra mim, pois você sofreu, eu sofri, todos nós sofremos. Não vou contar tudo, porque ainda dói e eu estou precisando respirar e aguentar tudo isso, além de sua falta. Minha última lembrança gostosa com você vou te ver feliz e dormindo comigo, acho que foi a nossa despedida. Espero que esteja bem meu amigo, muitas saudades de você Pretinho.

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Abraços de que já sente saudades meu amigo, fbianquini.

Pela Cidade: Workshop com Lígia Rodrigues

Minha relação com as artes plásticas sempre foi algo complicado, já fiz várias criações, mas poucas delas sobreviveram. Sempre que não sai do jeito que eu esperava minha tendência é descartar, mas ultimamente tenho conseguido conservar mais aquilo que eu faço. Normalmente eu presenteio as pessoas com as coisas que eu produzo, então fico devendo em mostrar alguma coisa aqui no blog, quem sabe numa próxima vez.

Embora eu não seja muito talentosa e minha formação não seja da área, as artes é algo que me interessa muito. Gosto muito de visitar e conhecer museus, conhecer artistas famosos e artistas novos e de vez em quando criar alguma coisa.

Como estou de férias e não tenho muito dinheiro na carteira, aproveitei para ir ao Workshop da Artista Lígia Rodrigues, oferecido pela Secretaria Municipal da Cultura que aconteceu na Galeria de Artes Fernanda Ferracini Milani no Teatro Polytheama em Jundiaí.

Para quem tiver interesse, nesse mesmo local está acontecendo a exposição “As Cidades Invisíveis” inspirada na obra de Ítalo Calvino, que conta com 27 obras da mesma artista. Lembrando que a exposição termina dia 31 de Janeiro e o endereço do Teatro é o seguinte rua Barão de Jundiaí, 176 – Centro.

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Lígia é mestre em Artes pela Unicamp e em uma conversa informal descobri que também é professora na Oficina de Artes, uma escola de artes em Jundiaí.

No Workshop, Lígia nos contou um pouco sobre o processo criativo. A artista leu já há algum tempo o livro de Ítalo Calvino “As Cidades Invisíveis” e por um bom tempo pensou em desenhar as cidades descritas na obra, mas só foi em 2010 que começou a produzir os desenhos escolhendo as cidades das quais Calvino fez uma melhor descrição física. Ela nos contou que sua produção não se trata de uma ilustração do livro de Calvino, mas que “As Cidades Invisíveis” serviu de inspiração para seus traços. Na exposição tinham alguns exemplares do livro, pude ler algumas páginas e acabei ficando com muita vontade de ler o livro todo.

Então ela nos contou e demonstrou um pouco as técnicas que usou em suas produções. Primeiro foi a Frotagem – referente a palavra francesa Frottage que significa esfregar – que é algo bem simples e tenho certeza que você já fez. A técnica é como a brincadeira de colocar uma moedinha embaixo da folha do caderno e depois esfregar o lápis grafite por cima. Na composição de Lígia, a artista usou um brinquedo que você também com certeza já brincou, são aquelas casinhas de madeira que você pode construir sua própria cidade. Vou colocar uma imagem da internet caso você não lembre.

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A segunda técnica foi a Monotipia que consiste numa técnica de impressão muito simples, ela nos disse que é uma técnica muito próxima da Xilografia e muito usada em metais. Para fazer a Monotipia é preciso de uma superfície lisa e não porosa, Lígia costuma usar uma placa de cobre polido para fazer a técnica. Sobre a superfície basta fazer uma fina camada de tinta e colocar o papel a ser trabalhado, então usar algum material para desenhar, um palito me pareceu uma boa escolha. Os pontos em que o papel encostar na tinta ficaram marcados no papel. A Monotipia faz um tracejado muito legal, pois observando bem de perto é possível ver os pontinhos que se unem para compor uma linha. Lígia falou que também é possível desenhar na superfície e aí colocar o papel sobre a tinta e usar algo que pressione imprimindo o desenho no papel, mas que ela usa mais frequentemente a técnica da maneira que nos mostrou.

As obras de Lígia Rodrigues que estão expostas, em sua maioria, foram feitas através da sobreposição de Frotagem e Monotipia. Muitas coisas legais ela nos contou de seu trabalho, como por exemplo, que é possível fazer Frotagem em Tecido, recolher texturas de paredes, chãos e símbolos, e que a Monotipia para ela é sempre uma surpresa, pois nunca sabe ao certo o que está saindo no papel e que muitas vezes acidentalmente ela esbarra no papel e marcas não planejadas acabam ficando, o que para ela não é um problema, mas sim uma parte de sua obra.

Hoje quando entrei na internet vi que no site da Prefeitura havia uma nota sobre o Workshop e na foto ilustrativa adivinha quem está lá? Bom, acabei ficando com vergonha de colocar a foto no blog, mas deixo o link com a nota aqui – http://www2.jundiai.sp.gov.br/2013/01/workshop-gratuito-promove-artes-plasticas/ . Como já citei aqui no post e caso seja de seu interesse deixo aqui também uma nota que fala sobre a exposição que é muito legal e vale muito a pena conferir.

Um abraço de quem saiu no site da prefeitura,
fbianquini.

Livros e Chocolates: Maya de Jostein Gaarder

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Gostei muito de ler Maya de Jostein Gaarder. Enquanto lia me encantei com as conversas dos espanhóis e me diverti com Gordon, o Geco. A empolgação era tamanha que até mesmo anotei alguns trechos, coisa que raramente faço.

Bom vamos ao livro, publicado no ano de 2000 pela Cia. Das Letras, são 391 páginas que dividem a história em quatro partes – Prólogo, A carta a Vera, Epílogo de John Spooke e Manifesto – não descreverei detalhadamente cada parte do livro para não perder o encanto. Minha curiosidade de chegar logo as páginas do Manifesto, que contém trechos que levam o título de cartas de baralho, fez com que eu lesse o livro em poucos dias.

Eu ousaria dizer que a minha “carta” preferida é o cinco de paus, além disso talvez seja meu trecho favorito do livro.

“Se existe um Deus, ele não é só um ás em deixar vestígios, mas, sobretudo, um mestre em se esconder. E o mundo não é dos que falam além da conta. O firmamento continua calado. Não há muito mexerico entre as estrelas. Mas ninguém ainda se esqueceu da grande explosão. Desde então, o silêncio reinou interruptamente, e tudo o que se existe se afasta de tudo. Ainda é possível topar com a Lua. Ou com um cometa. Não espera que recebam com amáveis clamores. No céu não se imprimem cartões de visita (GAARDER, 2000, p. 341)”.

O desenrolar da história está em “A carta a Vera” que carrega a história dos dias em que Frank, o paleontólogo, esteve pesquisando nas ilhas de Fiji na Oceania e a estranha conclusão dessa história que acontece na Espanha.

No Prólogo encontrei um trecho que acredito que irá te convencer a ler este livro:

“Talvez volte a visitar a ilha da linha de mudanças de data antes da passagem de século. Estou pensando em encerrar a carta de Vera numa cápsula do tempo, para que aí permaneça selada por mil anos. Quem sabe não se deva publicá-la até então, e o mesmo pode-se dizer do manifesto. De qualquer modo, mil anos não são nada se comparados aos enormes períodos de tempo esboçados pelo manifesto. No entanto, mil anos são mais que suficientes para que se tenha apagado grande parte dos vestígios do que agora vivemos na Terra, e a história de Ana María Maya parecerá, na melhor das hipóteses, uma saga de um passado remoto (GAARDER, 2000, p. 19)”.

No Epílogo você poderá ver que nem tudo o que parece é.

O escritor norueguês Jostein Gaarder, conhecido por ter escrito O Mundo de Sofia, em Maya traz questões existenciais das quais eu e várias outras pessoas se questionam. O livro nos permite um questionamento do Universo e a nós mesmos. Embora longo, alguns momentos até mesmo cansativo, é uma leitura que realmente vale muito a pena.

Boa leitura,
abraços fbianquini.

Livros e Chocolates

ImagemHoje enquanto lia “Como um romance” de Daniel Pennac lembrei de um livro que ganhei quanto tinha mais ou menos 10 anos, isso já faz um bom tempo. Ganhei o livro de aniversário de uma querida amiga. Lembro de ter lido o livro várias vezes, incansáveis vezes, de até mesmo de ter me trancado para ler o livro. O livro fazia parte da série “Os livros secretos – bruxinhas Wítch”, na capa tinha a Wítch Irma, a minha favorita – eu colecionava as revistas “Wítch” – e o título era “100 magias para sobreviver na escola – com seus professores, colegas e melhores amigos”. Acho que na época eu estava precisando das 100 magias para sobreviver na escola, afinal, tinha acabado de mudar de escola.

Em casa eu tinha várias coleções de livros infantis, mas acho que “Wítch – 100 magias para sobreviver na escola” foi o único livro infanto-juvenil ou juvenil que fui ter até os meus 18 anos de idade – mentira porque com muito esforço consegui juntar os trocados do lanche para comprar um Harry Potter e um Deltora Quest. Embora tivesse dinheiro para livros, a recomendação era de sempre comprar os “livros para estudar”. Enciclopédias, mais enciclopédias eu juntei. Meu pai me acompanhava na aventura de ir às bancas procurar mais uma edição de um livro da revista “Recreio” ou quando mais velha do jornal “Estadão”.

Foi um tempo que não pude ter os meus livros como minhas propriedades, embora quisesse. Não ter os livros em casa, não me impediram de não ler. Eu gastei carteirinha de biblioteca até não querer mais, mesmo que quando eu chegasse em casa com o livro eu escutasse que devia ler algo para aprender – e quem disse que eu não aprendia com meus livros?. Eu li com muitos esforço Pollyana e Pollyana moça, embora tenha achado uma chatisse quis terminar os livros. Devorei a série Deltora Quest e li vários exemplares de Harry Potter, o que me envergonha até hoje por não ter terminado a série.

Em casa as pessoas não leem muito, nem mesmo manual de instrução, tanto que vários eletrônicos tenham sido danificados ainda novos. Até hoje me olham torto quando apareço com livro novo, mas eu faço uma careta e sou feliz com meus livros. Virgínia Woolf me convenceu de comprar um box todinho dela, mas ainda não consegui terminar sequer um livro, o que me entrerriense. Pretendo escrever no blog um pouco sobre os meus livros, e colar algumas páginas de livros e de cadernos.

Nada como um bom chocolate e um bom livro,
abraços, fbianquini.

Seja bem-vindo ao algumaspaginas!

Olá? É sempre muito estranho e curioso começar um blog, sempre tive o desejo de ser blogueira, mas nunca levei isso tão a sério. Já arrisquei um ou dois blogs que não foram para frente, hoje além do algumaspáginas tenho o Educehist que faço algumas postagens com alguns amigos sobre História da Educação, se estiver interessado acesse!

O algumaspaginas é um forte candidato a se tornar meu melhor amigo, pretendo usá-lo como um diário público, escrever tudo aquilo que escreveria num diário, mas que pode ser publicado. algumaspaginas é um apanhado de páginas que passam no meu dia-a-dia, aquelas escritas em meus cadernos ou aquelas copiadas dos cadernos dos outros, por isso que pode ser de cadernos ou livros.

Há algum tempo atrás tive um blog que durou alguns meses, era o Coulours. Desisti do Coulours pois já não acreditava no que estava escrito ali e parecia que o blog havia se transformado em algo um tanto dogmático, pode ser que não, mas era assim que eu o via.

Pode ser também que o algumaspaginas tenha o mesmo destino, porém não são essas as minhas expectativas. Desejo boas-vindas aos meus leitores e sucesso ao algumaspaginas.

Seja bem-vindo e até o próximo post,
abraços, fbianquini.