Pela Cidade: Giro Cultural

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Esse post era para ter saído no começo do ano, quando participei do Giro Cultural USP, mas o tempo passou, o post não saiu e eu fiquei esperando o momento de postar.

O GIRO CULTURAL USP é um programa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo criado em junho de 2012 com o objetivo de estimular a divulgação da grande riqueza do patrimônio arquitetônico, artístico e cultural – material e imaterial – da USP. A iniciativa visa também proporcionar uma articulação entre ciência, cultura, artes e tecnologia, transformando a Universidade de São Paulo em um notório espaço de cultura, arte e conhecimento.
Disponível em: http://www.prceu.usp.br/programas/girocultural/sobregiro.php

Além dos roteiros para a comunidade uspiana, há aqueles que são abertos para o público em geral, pessoas como eu que não estudam na USP. O roteiro com a temática “A USP e a São Paulo Modernista”, o que participei, está com as inscrições abertas.

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Recebi um e-mail na última semana com as informações de que há ainda vagas disponíveis para os dias 17/08, 24/08, 31/08, 14/09, 21/09 e 28/09. As inscrições são feitas gratuitamente pelo seguinte e-mail girocultural@sinteseeventos.com.br . Além das inscrições serem gratuitas, todo o passeio é gratuito. No almoço, também são oferecidos lanches sem custo nenhum.

O passeio destaca a presença da USP em São Paulo e aponta aspectos históricos, culturais e arquitetônicos do modernismo na cidade. O acesso é gratuito e às saídas acontecem sempre aos sábados, das 10h às 14h, com saída e chegada na estação Alto do Ipiranga do Metrô, parando antes, na volta, na estação Ana Rosa.
Vide e-mail.

Participar do Giro Cultural USP é uma maneira de conhecer um pouco do patrimônio histórico e cultural da USP que também são considerados como pontos turísticos da terra da garoa. O trajeto é percorrido por ônibus acompanhado com uma guia turística. É um tipo de passeio pouco comum no Brasil, mas bem difundido no exterior.

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Um dos pontos de parada é o Museu Paulista, popularmente chamado de Museu do Ipiranga. No dia que fui, nós não entramos no prédio, mas passeamos pelos jardins acompanhados pelos mediadores e guia turístico que nos ofereceram um olhar distinto sobre a implantação do modernismo na cidade.

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A última parada é o Museu de Arte Contemporânea da USP que fica no Parque Ibirapuera, diferente de como foi no Museu Paulista lá nós entramos para ver as exposições.  E por lá eu fiquei, me despedi de todo o pessoal do Giro e fui passear pelo Ibirapuera.

Abraços culturais, fbianquini.

Pela Cidade: Workshop com Lígia Rodrigues

Minha relação com as artes plásticas sempre foi algo complicado, já fiz várias criações, mas poucas delas sobreviveram. Sempre que não sai do jeito que eu esperava minha tendência é descartar, mas ultimamente tenho conseguido conservar mais aquilo que eu faço. Normalmente eu presenteio as pessoas com as coisas que eu produzo, então fico devendo em mostrar alguma coisa aqui no blog, quem sabe numa próxima vez.

Embora eu não seja muito talentosa e minha formação não seja da área, as artes é algo que me interessa muito. Gosto muito de visitar e conhecer museus, conhecer artistas famosos e artistas novos e de vez em quando criar alguma coisa.

Como estou de férias e não tenho muito dinheiro na carteira, aproveitei para ir ao Workshop da Artista Lígia Rodrigues, oferecido pela Secretaria Municipal da Cultura que aconteceu na Galeria de Artes Fernanda Ferracini Milani no Teatro Polytheama em Jundiaí.

Para quem tiver interesse, nesse mesmo local está acontecendo a exposição “As Cidades Invisíveis” inspirada na obra de Ítalo Calvino, que conta com 27 obras da mesma artista. Lembrando que a exposição termina dia 31 de Janeiro e o endereço do Teatro é o seguinte rua Barão de Jundiaí, 176 – Centro.

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Lígia é mestre em Artes pela Unicamp e em uma conversa informal descobri que também é professora na Oficina de Artes, uma escola de artes em Jundiaí.

No Workshop, Lígia nos contou um pouco sobre o processo criativo. A artista leu já há algum tempo o livro de Ítalo Calvino “As Cidades Invisíveis” e por um bom tempo pensou em desenhar as cidades descritas na obra, mas só foi em 2010 que começou a produzir os desenhos escolhendo as cidades das quais Calvino fez uma melhor descrição física. Ela nos contou que sua produção não se trata de uma ilustração do livro de Calvino, mas que “As Cidades Invisíveis” serviu de inspiração para seus traços. Na exposição tinham alguns exemplares do livro, pude ler algumas páginas e acabei ficando com muita vontade de ler o livro todo.

Então ela nos contou e demonstrou um pouco as técnicas que usou em suas produções. Primeiro foi a Frotagem – referente a palavra francesa Frottage que significa esfregar – que é algo bem simples e tenho certeza que você já fez. A técnica é como a brincadeira de colocar uma moedinha embaixo da folha do caderno e depois esfregar o lápis grafite por cima. Na composição de Lígia, a artista usou um brinquedo que você também com certeza já brincou, são aquelas casinhas de madeira que você pode construir sua própria cidade. Vou colocar uma imagem da internet caso você não lembre.

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A segunda técnica foi a Monotipia que consiste numa técnica de impressão muito simples, ela nos disse que é uma técnica muito próxima da Xilografia e muito usada em metais. Para fazer a Monotipia é preciso de uma superfície lisa e não porosa, Lígia costuma usar uma placa de cobre polido para fazer a técnica. Sobre a superfície basta fazer uma fina camada de tinta e colocar o papel a ser trabalhado, então usar algum material para desenhar, um palito me pareceu uma boa escolha. Os pontos em que o papel encostar na tinta ficaram marcados no papel. A Monotipia faz um tracejado muito legal, pois observando bem de perto é possível ver os pontinhos que se unem para compor uma linha. Lígia falou que também é possível desenhar na superfície e aí colocar o papel sobre a tinta e usar algo que pressione imprimindo o desenho no papel, mas que ela usa mais frequentemente a técnica da maneira que nos mostrou.

As obras de Lígia Rodrigues que estão expostas, em sua maioria, foram feitas através da sobreposição de Frotagem e Monotipia. Muitas coisas legais ela nos contou de seu trabalho, como por exemplo, que é possível fazer Frotagem em Tecido, recolher texturas de paredes, chãos e símbolos, e que a Monotipia para ela é sempre uma surpresa, pois nunca sabe ao certo o que está saindo no papel e que muitas vezes acidentalmente ela esbarra no papel e marcas não planejadas acabam ficando, o que para ela não é um problema, mas sim uma parte de sua obra.

Hoje quando entrei na internet vi que no site da Prefeitura havia uma nota sobre o Workshop e na foto ilustrativa adivinha quem está lá? Bom, acabei ficando com vergonha de colocar a foto no blog, mas deixo o link com a nota aqui – http://www2.jundiai.sp.gov.br/2013/01/workshop-gratuito-promove-artes-plasticas/ . Como já citei aqui no post e caso seja de seu interesse deixo aqui também uma nota que fala sobre a exposição que é muito legal e vale muito a pena conferir.

Um abraço de quem saiu no site da prefeitura,
fbianquini.