Livros e Chocolates: Maya de Jostein Gaarder

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Gostei muito de ler Maya de Jostein Gaarder. Enquanto lia me encantei com as conversas dos espanhóis e me diverti com Gordon, o Geco. A empolgação era tamanha que até mesmo anotei alguns trechos, coisa que raramente faço.

Bom vamos ao livro, publicado no ano de 2000 pela Cia. Das Letras, são 391 páginas que dividem a história em quatro partes – Prólogo, A carta a Vera, Epílogo de John Spooke e Manifesto – não descreverei detalhadamente cada parte do livro para não perder o encanto. Minha curiosidade de chegar logo as páginas do Manifesto, que contém trechos que levam o título de cartas de baralho, fez com que eu lesse o livro em poucos dias.

Eu ousaria dizer que a minha “carta” preferida é o cinco de paus, além disso talvez seja meu trecho favorito do livro.

“Se existe um Deus, ele não é só um ás em deixar vestígios, mas, sobretudo, um mestre em se esconder. E o mundo não é dos que falam além da conta. O firmamento continua calado. Não há muito mexerico entre as estrelas. Mas ninguém ainda se esqueceu da grande explosão. Desde então, o silêncio reinou interruptamente, e tudo o que se existe se afasta de tudo. Ainda é possível topar com a Lua. Ou com um cometa. Não espera que recebam com amáveis clamores. No céu não se imprimem cartões de visita (GAARDER, 2000, p. 341)”.

O desenrolar da história está em “A carta a Vera” que carrega a história dos dias em que Frank, o paleontólogo, esteve pesquisando nas ilhas de Fiji na Oceania e a estranha conclusão dessa história que acontece na Espanha.

No Prólogo encontrei um trecho que acredito que irá te convencer a ler este livro:

“Talvez volte a visitar a ilha da linha de mudanças de data antes da passagem de século. Estou pensando em encerrar a carta de Vera numa cápsula do tempo, para que aí permaneça selada por mil anos. Quem sabe não se deva publicá-la até então, e o mesmo pode-se dizer do manifesto. De qualquer modo, mil anos não são nada se comparados aos enormes períodos de tempo esboçados pelo manifesto. No entanto, mil anos são mais que suficientes para que se tenha apagado grande parte dos vestígios do que agora vivemos na Terra, e a história de Ana María Maya parecerá, na melhor das hipóteses, uma saga de um passado remoto (GAARDER, 2000, p. 19)”.

No Epílogo você poderá ver que nem tudo o que parece é.

O escritor norueguês Jostein Gaarder, conhecido por ter escrito O Mundo de Sofia, em Maya traz questões existenciais das quais eu e várias outras pessoas se questionam. O livro nos permite um questionamento do Universo e a nós mesmos. Embora longo, alguns momentos até mesmo cansativo, é uma leitura que realmente vale muito a pena.

Boa leitura,
abraços fbianquini.

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